|
|
O Conflito Equador-Colômbia |
|
Data - 6/3/2008
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, a crise que se instaurou na América Latina há 2 dias, quando houve a invasão do território do Equador pela Colômbia, tem sido objeto de manifestações e debates nesta Casa. Entretanto, não escutei ainda um argumento que me parece muito importante: se houve o ataque dentro do território equatoriano é porque a guerrilha estava naquele território. Houve, portanto, uma primeira invasão de território por parte da guerrilha e uma reação por parte da Colômbia. Os 2 atos são condenáveis, mas me parece que estamos concentrando a nossa atenção no ato da Colômbia, e não estamos observando o ato da guerrilha. O fato é que houve um ato duplo de invasão por parte de um movimento armado contrário a um regime democrático e que precisa, portanto, ser repudiado pelo Brasil. Além disso, é preciso que o Brasil trabalhe para acalmar os ânimos na região e evitar a guerra e, especialmente, para evitar que a Venezuela, por intermédio do seu Presidente, coloque mais gasolina nessa fogueira, ao invés de atuar para eliminar as possibilidades de conflito. Lembro-me de que no Governo Fernando Henrique Cardoso também enfrentamos na região uma situação de conflito entre o Peru e o Equador. Naquela ocasião, o Brasil foi o líder de uma mediação que levou à assinatura de um acordo de paz entre os dois países. O Brasil precisa manter uma atitude eqüidistante do problema, uma atitude de árbitro e não tomar partido. Penso, Sr. Presidente, que infelizmente não tem havido, da parte do Governo brasileiro, uma clara condenação também ao movimento de guerrilha, porque se trata de insurreição contra um regime estabelecido. Nesse sentido, Sr. Presidente, peço que seja transcrito nos Anais desta Casa o artigo publicado hoje no jornal O Estado de S.Paulo e assinado pelo ex-Chanceler Luiz Felipe Lampreia. Muito obrigado, Sr. Presidente.
Enviar para o amigo - Imprimir
|
|
|
 |
|
| |
|
|
Paulo Renato (PSDB-SP) - Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal licenciado. Foi Ministro da Educação no governo de Fernando Henrique, quando criou o ENEM, o Provão, o Fundef e o Bolsa-Escola. Defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia. |
 |
|
|
|
|
|
|