Borda Paulo Renato
Home
barra
Perfil
barra botao
Proposta
barra botão
Artigos
barra botao
Discursos
barra botão
Fotos
barra botão
Boletim eletrônico
barra botão
Imprensa
barra botão
Links
barra botão
Notícias
barra botão
Blog Paulo Renato
barra botão
Rádio Paulo Renato
barra botão
TV Digital - Vídeos
barra botão
Fale conosco
barra botão
Borda Paulo Renato
PSDB - 45
Instituto Social Democrata
Instituto Fernando Henrique Cardoso
 
 
Para sair do "pior dos mundos
Barra separadora

Data - 17/3/2007

Fonte - Editorial Estado de São Paulo

 O Estado de S.Paulo

Para sair do "pior dos mundos"

O governo Lula e o presidente em pessoa tiveram na quinta-feira o seu melhor momento desde a reeleição. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação produziu um projeto para o setor que tem tudo para não se perder pelo apelido - "PAC da educação" - com que o Planalto vinha se referindo à iniciativa. É simplesmente incomensurável a distância entre o artificioso Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado como o abre-te Sésamo da retomada da expansão da economia nacional, e o bom Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) anunciado sobriamente pelo ministro Fernando Haddad. Em segundo lugar, como se já não bastassem os muitos méritos do pacote educacional - a começar do seu enfoque adequado para enfrentar os porquês da calamidade que é o ensino brasileiro -, o presidente Lula, na solenidade de seu lançamento, fez uma alocução talvez inédita nesses 4 anos, 2 meses e 15 dias no poder.
A retórica da onipotência e do "nunca antes na história deste País" sumiu sem deixar traço, substituída por um improviso realista, humilde - e, por isso mesmo, exemplarmente digno. Ele não se limitou a reconhecer, sem atenuantes, que a educação no Brasil está entre as piores do mundo (na versão oficial, foi como se ele tivesse dito "no pior dos mundos", mas isso é detalhe). Num gesto de óbvio significado político, apelou aos anteriores ministros da Educação, entre eles o atual deputado tucano Paulo Renato Souza, para que colaborem com a "grande reforma". Pôde fazê-lo em larga medida por que Haddad, oriundo da academia (titulado em Direito, Filosofia, Economia e professor de Ciência Política) e embora filiado ao PT, não se furtou ao diálogo com os principais especialistas da área na administração Fernando Henrique, desde quando tocava a Pasta, como o segundo na gestão Tarso Genro.
Alguns desses interlocutores, além de figuras expressivas de organizações sociais ligadas ao setor, estavam presentes ao ato e decerto tiveram a grata surpresa de ouvir do presidente que ele não se considerava a pessoa mais qualificada para discutir os rumos para a melhoria do ensino. "Estou apenas representando uma demanda de que sinto necessidade", situou-se, "mas quem dará a resposta certamente serão vocês, não eu." E ainda instou o ministro a abrir-se para a "gente que sabe coisas que ele não sabe". A história do governo Lula seria outra se ele tivesse assumido com esse enfoque - mas ainda é tempo de adotá-lo, agora que não precisa fazer da administração um vasto palanque eleitoral e que tomou a providencial decisão de não substituir Haddad pela ex-prefeita Marta Suplicy, para atender à fronda paulista do partido. A continuidade de gestão é meio caminho andado para o PDE não ser apenas um elenco de boas intenções. E elas serão exeqüíveis se não faltarem os R$ 8 bilhões que o plano consumirá em 4 anos. (Para 2007, estão garantidos por ora somente R$ 600 milhões.) O grosso irá para aqueles dos mil municípios com as piores escolas, que, em troca de apoio técnico e financeiro, seguirem a orientação do Ministério. Esse é um dos achados na vintena de programas do PDE. É o que promete resultados mais rápidos, ao estimular os municípios a atingir índices de qualidade que lhes renderão maiores financiamentos. Os principais se dirigem, como deve ser, para a educação básica e o ensino infantil - com a virtude de fechar o foco no aluno. Assim, a avaliação da aprendizagem se estenderá a crianças já a partir dos 6 anos. A combinação dos resultados das provas com os dados do fluxo escolar (índices de evasão e repetência) para orientar a política de incentivos aos municípios é "excelente", julga a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, na gestão Paulo Renato, Maria Helena Guimarães de Castro, atual secretária de Educação do Distrito Federal.
A preocupação em conhecer a realidade do ensino se manifesta também na ampliação do Censo Escolar, que passará a incluir informações individuais sobre os alunos - o que não é comum nem em países adiantados. Na outra ponta do processo, a do professor, prevê-se o aumento do piso salarial na rede de educação básica para cerca de R$ 800. Todo esse professorado poderá se graduar na Universidade Aberta do Brasil, de ensino a distância, e deverá se atualizar a cada 3 anos.
É claro que nada mudará da noite para o dia. Mas o horizonte da mudança está traçado.

Enviar email Enviar para o amigo - Imprimir texto Imprimir

 

 
Borda Paulo Renato
Paulo Renato
   
Paulo Renato (PSDB-SP) - Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal licenciado. Foi Ministro da Educação no governo de Fernando Henrique, quando criou o ENEM, o Provão, o Fundef e o Bolsa-Escola. Defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia.
Borda Paulo Renato
Borda Paulo Renato
Cadastro
Para Receber Boletim Eletrônico

Nome

Email
Borda Paulo Renato
PSDB-SP

Home | Perfil | Proposta | Artigos | Discursos | Fotos | Boletim | Imprensa | Link | Notícias | Blog | Rádio | Fale conosco

 

 

E-mail- paulorenato@paulorenatosouza.com.br - Copyright@ Paulo Renato - 2009