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"O PSDB não é cristão-novo da estabilidade econômica" |
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Data - 12/2/2010
Fonte -
Em resposta à acusação de petistas de que os tucanos darão um cavalo de pau na economia caso elejam o futuro presidente, o secretário e deputado federal Paulo Renato afirmou que o PSDB “ não é nenhum cristão-novo da estabilidade econômica e não é da sua tradição ter dois discursos; um quando não é governo e outro quando está no poder”. Segundo ele, o PT está fazendo terrorismo eleitoral para o “ andar de cima da sociedade ( o mundo dos negócios) com o objetivo, entre outros, de arrecadar recursos monetários para a candidatura da ungida de Lula”.
Escalado pelo presidente Lula, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, cobrou do PSDB “ uma Carta aos Brasileiros”, insinuando com isto que os tucanos desestabilizariam a economia, pois, se elegerem o próximo presidente, acabariam com o câmbio flutuante, com o rigor fiscal, o superávit primário e outros fundamentos da política econômica. Para Paulo Renato não deixa de ser irônico o fato de esta afirmação ser feita por quem, no passado, “fez oposição sem quartel a estes mesmos fundamentos implantados pelo governo de Fernando Henrique, por considerá-los neoliberais.”
No seu entendimento, o risco de a disputa presidencial provocar instabilidade na economia vem do outro lado, mas precisamente do “ zigue-zague do PT, que ora anuncia uma “ guinada à esquerda com o incremento das estatizações, ora cede ao puxão de orelha de Lula e desdiz tudo, para evitar marolas na campanha da Ministra.” Para o ex-ministro, ao tentar criar um clima de insegurança no mundo dos negócios, o lulo-petismo está apenas revelando a outra face da sua estratégia do terror eleitoral, que tem ainda como objetivo semear o “ pânico entre as doze milhões de famílias do Bolsa-Família”, através da calúnia de que o PSDB acabará com os programas sociais em curso.
Paulo Renato avalia que o terrorismo eleitoral adotado pelo lulo-petismo não surtirá efeito, porque a sociedade e os “empresários brasileiros amadureceram e não acreditam em bicho-papão.” E considera que o discurso do “ ou sou eu, ou será o caos na economia” não vai colar porque a credibilidade do PSDB está sustentada na sua experiência concreta de poder.
“Quando foi governo na esfera federal, o PSDB promoveu a estabilidade econômica e nas unidades da federação em que é governo, saneou as finanças dos Estados, adotando uma política de rigoroso ajuste fiscal para retomar a capacidade de investimentos da máquina pública. Recuperamos as finanças de São Paulo desde o governo de Mário Covas, seguido de Alckmin e agora levada a um novo patamar com Serra, enquanto Aécio fez uma revolução na administração do Estado de Minas. É por isto que administrações como a de Serra e a de Aécio estão entre as mais bem avaliadas do país”, concluiu.
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Paulo Renato (PSDB-SP) - Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal licenciado. Foi Ministro da Educação no governo de Fernando Henrique, quando criou o ENEM, o Provão, o Fundef e o Bolsa-Escola. Defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia. |
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