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Data - 1/10/2007
Fonte - Agência tucana
Lula não faz idéia do que é uma postura adequada" Para Paulo Renato, petista não compreende espírito da democracia Brasília (28 de setembro) - O vice-líder do PSDB na Câmara deputado Paulo Renato Souza (SP) condenou nesta sexta-feira as declarações dadas ontem pelo presidente Lula durante uma entrevista concedida na inauguração do canal de televisão Record News. De acordo com o petista, o ex-presidente Fernando Henrique não tem comportamento digno de um ex-chefe do Executivo. Na entrevista, o petista afirmou ainda ser detentor de vitórias na administração pública que supostamente não teriam sido atingidas na gestão do tucano.
AVESSO À CRÍTICAS
Paulo Renato observou que a sociedade só poderá avaliar como o presidente Lula irá se comportar na posição de ex-presidente depois que deixar o Planalto. "A julgar pela forma como o petista se porta como chefe do Executivo devemos nos preocupar. Como presidente, Lula não faz idéia do que é uma postura adequada", destacou.
Segundo o parlamentar, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem o direito de expor suas opiniões, assim como qualquer cidadão, sobre os assuntos de interesse do país. "Infelizmente, o presidente Lula não tem nenhum espírito democrático, se incomoda de uma forma absurda com a mínima crítica à sua gestão", condenou.
O ex-ministro da Educação ressaltou que o petista se habituou a elogios e aplausos e não consegue aceitar que sua administração tem graves falhas. "A ausência de auto-crítica não permite que o presidente Lula reconheça o fato de seu governo se aproveitar do êxito dos programas do período FH. São os programas que ele deu continuidade", ponderou.
MENTIRA ORIGINAL
Na avaliação do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), o presidente Lula está "prisioneiro de uma mentira original". "Determinado a vencer as eleições de 2002, o Partido dos Trabalhadores vendeu para a população a falsa idéia de que o legado da gestão tucana era maléfico e que somente Lula poderia sanar o país dos supostos efeitos nocivos da administração do PSDB", argumentou.
De acordo com Vellozo Lucas, para sustentar essa grande mentira, o presidente Lula foi obrigado a passar os últimos cinco anos alimentando essa falsa retórica. "Essa mentira original acabou se transformando no discurso oficial do governo Lula desde de 2003. Uma desonestidade intelectual terminou por escravizar o Executivo do PT", afirmou.
Vellozo acredita que é, em virtude dessas afirmações enganosas, o petista tornou tensas as relações entre as duas gestões. "O que o presidente Fernando Henrique faz é tentar mostrar à sociedade a gravidade das mentiras criadas por puro oportunismo, pelo atual presidente", declarou.
LEASING FISIOLÓGICO
Na opinião do deputado, foi justamente por causa dessas inverdades que o governo Lula não conseguiu estabelecer alianças programáticas, apenas fisiológicas. "Agora a sobrevivência de sua gestão só é possível pelas barganhas políticas instauradas pelo PT no Legislativo", enfatizou.
Vellozo assinalou que o governo Lula, preso em suas criações, deixou a condução do país nas mãos de políticos que, já não se vendem eventualmente, mas fazem leasing de seus mandatos. "O pior é que o Planalto paga as parcelas e o país sofre com esse tipo de prática", disse, em referência às constantes compra de apoio político pelo Planalto.
Para o tucano, é importante lembrar que o presidente Lula encontra-se nessa situação por opção. "Ele não tem dimensão da continuidade entre os governos e se sujeita a contrangimentos como esse que o expôs ao ridículo no caso de Mangabeira Unger, o breve", assinalou. "Se desde o início, o presidente Lula tivesse dito a verdade sobre as reais conquistas do governo FH, teria mais credibilidade para criticar a herança e até mudar ações que ele não estive satisfeito com o resultado", concluiu.
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Paulo Renato (PSDB-SP) - Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal licenciado. Foi Ministro da Educação no governo de Fernando Henrique, quando criou o ENEM, o Provão, o Fundef e o Bolsa-Escola. Defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia. |
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