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PSDB - 45
Instituto Social Democrata
Instituto Fernando Henrique Cardoso
 
 
Tática de Hitler
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Data - 4/2/2010

Fonte -

Em resposta às calúnias ao PSDB proferidas pela ministra e candidata Dilma Rousseff, segundo as quais os tucanos acabarão com o PAC e os programas sociais se ganharem as eleições, o deputado licenciado e secretário estadual da Educação Paulo Renato afirmou que “o PT reproduz tática de Hitler de repetir mentiras até elas assumirem fórum de verdade.”

Nesta semana, o presidente Lula e a ministra Dilma mais uma vez transformaram um evento oficial (a inauguração de uma escola técnica) em palanque eleitoral da candidata governista e para proferir inverdades contra a oposição. Entre elas está a afirmação de Dilma Rousseff de que no governo de Fernando Henrique “foi feito um decreto proibindo o Governo Federal de investir em escola técnica”. Segundo Paulo Renato, ex-ministro da Educação na gestão FHC, esta é uma das mentiras constantemente repetidas por membros do governo. Disse o ex-ministro:

“O que foi feito, à época, foi a descentralização através de parcerias com Estados, municípios e entidades comunitárias que levaram à ampliação da rede do ensino profissionalizante com a construção de um bom número de novas escolas técnicas. Para tal, transferimos recursos para os parceiros e este processo de descentralização levou a que o ensino das escolas técnicas estivesse em sintonia com as necessidades do mercado de trabalho local.” De acordo com a explicação de Paulo Renato, Lula, ao chegar ao poder, “federalizou” estas escolas técnicas já em funcionamento e passou a apresentá-las como se tivessem sido criadas por seu governo.

Para desmentir a afirmação de que o PSDB irá acabar com os programas sociais, Paulo Renato lembrou que o Bolsa-Escola foi criado quando ele era ministro da Educação, na gestão de Fernando Henrique, e que à época Lula “criticou este programa porque dava dinheiro às pessoas”. Segundo ele, quando chegaram ao poder os petistas “criaram o Fome Zero, que foi um vexame e perceberam que o antigo programa (o Bolsa-Escola) que eles acusavam de ser neoliberal era bom”. No governo Lula, o Bolsa Escola passou a se chamar “Bolsa Família’ e foram deixadas de lado as contrapartidas necessárias para o acesso à cidadania, por parte das famílias beneficiadas.


A RESPOSTA DO PSDB

As calúnias da ministra Dilma fazem parte da estratégia do terror adotada pelo lulo-petismo, com vistas a atemorizar o eleitorado e assegurar assim sua continuidade no poder. Esta mesma tática foi utilizada em 2006 contra Geraldo Alckmin, quando a campanha de Lula espalhou a calúnia de que ele privatizaria a Petrobras, o Correio, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O que há de diferente agora é que atos oficiais do governo são transformados em palanque de campanha, onde a candidata e o seu padrinho, o presidente Lula colocam em prática o seu terrorismo eleitoral.

Como esta prática tem sido uma constante, o PSDB resolveu dar uma dura resposta, através de duas notas de autoria do seu presidente, o Senador Sérgio Guerra. Diz a primeira nota: O PT é doutor em terrorismo eleitoral. Foi assim nas eleições de 2006, e vai se repetindo agora. Não respeitam a Lei Eleitoral, fazem campanha com dinheiro público todos os dias e desconhecem o funcionamento de um partido democrático. Muito do que o governo chama de PAC não passa de pedras fundamentais para servir de palanque eleitoral.”





DILMA MENTE

A segunda nota do presidente Sérgio Guerra afirma textualmente que a ministra Dilma mente e que esta tem sido uma prática da ministra chefe da Casa Civil. O senador diz ainda que outra característica de Dilma Roussef é transferir responsabilidades e que ela “assume obra alheia que dá certo e esconde sua autoria quando dá errado.” Eis a nota oficial do presidente nacional do PSDB:

“Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.

Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos."


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Paulo Renato (PSDB-SP) - Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal licenciado. Foi Ministro da Educação no governo de Fernando Henrique, quando criou o ENEM, o Provão, o Fundef e o Bolsa-Escola. Defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia.
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