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Melhora o desempenho das escolas |
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Data - 4/3/2010
Fonte -
O conjunto das cinco mil escolas da rede pública estadual superou amplamente as metas estabelecidas para o ano 2009, segundo os resultados do Idesp e do Saresp. Estes dois instrumentos do sistema de avaliação apontaram um crescimento de 9,4% no cumprimento das metas, na comparação com o ano anterior, e seus dados mostram uma melhora generalizada nos níveis de aprendizado dos cerca de cinco milhões de alunos da rede estadual de ensino.
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo ( Idesp) e do Sistema de Avaliação e Rendimento Escolar ( Saresp) trouxeram outras boas notícias: o maior avanço ocorreu no Ensino Fundamental, o que permite prever uma boa progressão escolar no futuro, e caiu a participação dos alunos com desempenho Insuficiente, o que indica avanços no caminho da qualidade do ensino.
Além disso, 73% das escolas estaduais alcançaram as metas estabelecidas pelo Idesp. No caso das escolas que estavam com índices mais baixos e receberam apoio da Secretaria Estadual, o cumprimento das metas foi de 93%. Estes dados permitem prever um pagamento expressivo do Bônus por Resultado, que será feito para as equipes escolares que melhoraram seu desempenho, cumpriram ou superaram as metas estabelecidas para cada escola de acordo a com a sua realidade.
“Os resultados mostram que os programas inovadores implementados pelo governo do Estado já estão melhorando a qualidade da educação das nossas crianças e jovens”, disse o secretário Estadual da Educação, Paulo Renato Souza. “A melhora vigorosa dos indicadores do Ensino Fundamental projeta para os próximos anos a manutenção da tendência de elevação do desempenho nas séries seguintes”, completou. AVANÇOS NO ENSINO FUNDAMENTAL O Idesp, que além das notas do Saresp considera também em sua composição dados da progressão (promoção ou repetência dos alunos) e da evasão escolar, mostra uma forte evolução no Ensino Fundamental. No Ciclo I (primeira à quarta séries), a meta do Idesp para 2009 era 3,35, mas o resultado alcançado foi 3,85 – um crescimento expressivo de 18,4% em relação aos 3,25 de 2008. No Ciclo II (quinta à oitava séries), a evolução também foi significativa: a meta era 2,63, e o resultado atingido foi 2,83, uma evolução de 9,6% em relação aos 2,58 obtidos em 2008. No Ensino Médio, a meta do Idesp de 2,00 foi praticamente atingida, com o índice de 1,97.
Na avaliação do Secretário Paulo Renato, os resultados mostram um ponto de inflexão em relação ao histórico recente das avaliações, com a curva apontando para cima, ou seja, para melhor”. No seu entendimento, uma evolução de quase 10% em apenas um ano é expressivo e é um equívoco subestimar este avanço ou considerá-lo como modesto ou insignificante.
O Saresp compreende o resultado dos exames realizados pelos alunos em novembro de 2009 e seus resultados são apresentados numa escala internacional de proficiência. A média de Língua Portuguesa na quarta série do Ensino Fundamental subiu 10,4 pontos (de 180, em 2008, para 190,4, em 2009). Em Matemática, a melhora na quarta série também foi muito expressiva, de 10,8 pontos (de 190,5 para 201,3). As médias de Língua Portuguesa e Matemática na oitava série do Ensino Fundamental também melhoraram: 4,6 pontos em português (de 231,7 para 236,3) e 5,8 pontos em matemática (de 245,7 para 251,5). No Ensino Médio, houve melhora em português (dois pontos, de 272,5 para 274,5) e um decréscimo em Matemática (de 273,8 para 269,4).
CURSOS DE MATEMÁTICA PARA OS PROFESSORES
De acordo com os resultados do Saresp de 2009, só houve queda de rendimento em Matemática no terceiro ano do ensino médio, que apresentou um recuo de 4,4 pontos. Mas há uma explicação para este recuo, conforme explicou o Secretário da Educação:
“São Paulo é o estado em que a universalização do Ensino Médio mais avançou em todo o Brasil. Nada menos do que 86% dos jovens de 15 a 17 anos estão na escola, e 69% estão na série adequada à sua idade. A ampliação do acesso sempre promove, num primeiro momento, queda na média das avaliações. Mas há, também, uma dificuldade constatada mundialmente na passagem da aritmética (que lida basicamente com números) para a álgebra (quando são incorporadas incógnitas e o universo simbólico da matemática), o que começa a ocorrer por volta da sexta série.”
A dificuldade adicional com matemática também foi detectada em outras avaliações promovidas pela Secretaria de Educação, como a Prova dos Temporários e os exames do Programa de Valorização pelo Mérito. Para enfrentar essa situação, a Secretaria de Educação vai oferecer a todos os professores de Matemática da rede estadual, a partir de março, cursos com 240 horas de duração, promovidos pela Escola Paulista de Formação de Professores, com atividades presenciais e à distância. Os cursos foram desenvolvidos a partir das demandas dos próprios professores captadas por coordenadores pedagógicos de todas as Diretorias de Ensino, e têm o seu foco na metodologia de ensino. “Tenho certeza que esse grande esforço, focado nas próprias demandas dos professores e nas dificuldades captadas nas diversas avaliações, vai melhorar a efetividade do ensino de matemática”, disse o secretário Paulo Renato.
VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES
Os resultados obtidos pelo Saresp 2009 se devem a uma série de políticas inovadoras lançadas pelo governo de São Paulo nos últimos três anos. Todos os programas educacionais do governo foram voltados para melhorar a dinâmica da sala de aula e no apoio e estímulo ao professor em seu dia a dia. “Implantamos programas que valorizam e respeitam os professores, e os resultados já aparecem”, disse o secretário Paulo Renato. A política educacional de São Paulo se estrutura em quatro eixos. O primeiro se refere aos padrões curriculares adotados para a rede de cinco mil escolas. Dois programas se destacam: o Ler e Escrever, que estabeleceu a figura do professor auxiliar nas salas de aula nas classes iniciais e todo um sistema para reforçar a alfabetização das crianças, com 1,8 milhão de livros distribuídos, entre outros materiais; e o São Paulo Faz Escola, com a definição de um novo currículo e a distribuição 192 milhões de cadernos e materiais para alunos e professores com os conteúdos das diversas matérias, além de programas de capacitação.
O segundo eixo é a implantação de avaliações e metas de qualidade, com a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) e a definição de metas para cada escola, que passou a ter o desafio de melhorar em relação a sua própria realidade. O terceiro eixo da política educacional de São Paulo trata do programa de incentivos aos professores. Foi criado o Bônus por Resultados, que paga até 2,9 salários às equipes escolares que superam as metas definidas para as suas escolas. É um programa agressivo de premiação por resultados que mobilizou os professores para melhorarem o desempenho de seus alunos. O quarto eixo reformou a carreira dos professores, estabelecendo nova forma de ingresso (com curso obrigatório oferecido pela recém-criada Escola Paulista de Formação de Professores) e o Programa de Valorização pelo Mérito. Foram criadas provas de promoção que permitem anualmente, a um quinto dos professores, promoção salarial de 25% de acordo com a permanência na escola e o resultado das avaliações. Outras ações pioneiras foram adotadas, como a mudança na legislação para reduzir as faltas de professores e a criação da Prova dos Temporários, que permitiu pela primeira vez selecionar para as salas de aula os melhores professores disponíveis. Também foi aberto concurso para a contratação de 10.000 professores. “São políticas muito consistentes e muito corajosas que já começam a dar resultado e, tenho certeza, colocaram a educação paulista no rumo certo”, concluiu o secretário Paulo Renato.
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Paulo Renato (PSDB-SP) - Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal licenciado. Foi Ministro da Educação no governo de Fernando Henrique, quando criou o ENEM, o Provão, o Fundef e o Bolsa-Escola. Defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia. |
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